O que dizer de um filme que demorou mais de uma década pra ser finalizado? Foi assim com Boyhood. O filme enfrentou grandes possibilidades de erros. Erros de didática, erros de aprofundamento dos personagens, erros de edição. Enfim, muitas possibilidades poderiam ter levado essa história ao fracasso. Manter o elo e a emoção dos personagens durante 12 anos não é tarefa simples, mas as dificuldades impostas pelo tempo foram superadas com maestria e o não convencional se tornou um dos filmes mais preciosos que assisti em toda a minha vida.  E afinal, o que é BOYHOOD?

Boyhood é um pouco de todos nós, de todas as nossas vivências, anseios.  É um filme que retrata de forma singela as experiências do passado, presente e as expectativas futuras. Boyhood é a vida que não pára. Vida que é complexa sim e sempre será. Boyhood é a nossa existência, o nosso desejo, o nosso querer. Boyhood é mais, muito mais!

O filme transcende qualquer projeção simplista que podemos ter sobre a vida. Vida que parece ser simples, palpável e ao mesmo tempo, escorregafácil entre nossos dedos. É como se ela brincasse de esconde-esconde, mas sempre com a vantagem de saber onde estamos. Boyhood reforça que a vida comanda a nossa trajetória e a todo instante nos leva a jornada do momento: O momento é sempre momento.  O momento sempre será o agora.

E, encerro aqui com um trecho retirado do filme. Um trecho pra te fazer refletir sobre a sua vida e suas escolhas: “aproveite o momento, mas acho que é o inverso. É como se o momento aproveitasse de nós”.


*Todos os conteúdos de colunistas são de responsabilidade dos próprios.

About The Author

Alisson Resende é cineasta, publicitário, possui MBA em Marketing Estratégico e Branding e formação livre em cinema pela Academia Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

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